15 setembro 2015

Resenha: Tudo que um Geek deve Saber - Ethan Gilsdorf


Por intermédio das suas reflexões e da viagem que decidiu fazer, Ethan Gilsdorf conta não somente a sua história, mas a da cultura pop. Jogador, na adolescência, de Dungeons & Dragons e fã de J. R. R. Tolkien, ele pegou a estrada para ir ao encontro de sua família . Nesse incrível tour, o autor viaja para a cidade natal do criador de D&D, Gary Gygax, veste uma fantasia para participar de um RPG e usa trajes medievais para encenar uma guerra em um encontro de nerds.
Ao longo de sua jornada, Ethan ainda visita as obras do castelo francês Guédelon, uma incrível fortaleza medieval que está sendo construída hoje com os mesmos recursos utilizados no passado, e viaja para a Nova Zelândia, onde conhece as locações das filmagens de O Senhor dos Anéis. Acompanhe Ethan Gilsdorf nesta jornada sem precedentes, que traz para a realidade a paixão pela fantasia e pelos jogos. Skoob / Orelha de Livro

Autor: Ethan Gilsdorf
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Situação: ABANDONADO

Hoje vou cantar porque ler está sofrido: ''É que eu também passei por esses maus bocados! Sofri, chorei largado e não te esqueci''. Pronto, desabafei. Que eu sou meio nerd não é muito segredo, mas esse livro não deu para mim, quer saber o motivo? Então, vem comigo!

Tudo que um Geek deve Saber é a narração da jornada de Ethan Gilsdorf de volta ao mundo dos RPG's após cerca de 20 anos de negação da sua natureza. Achei o começo até interessante porque ele conta como o AVC repentino de sua mãe transformou a vida dele e dos irmãos, por deixar sequelas irreparáveis e destruiu a mulher que ele conhecia antes.

Tenho interesse especial por esses dramas e nessa primeira parte ele conta como conheceu o mundo de Dungeon & Dragons (D&D) e como jogar uma vez por semana com os amigos o ajudou a fugir da dura realidade que estava vivendo. Foi o RPG que o ajudou a se encaixar em algum grupo e a levar a vida com mais leveza, mas depois de terminar o ensino médio ele passou a negar sua natureza nerd. O motivo é bem comum para quem já passou por essa fase: para ser respeitado e ter credibilidade ele precisaria deixar de lado esse estereótipo de nerd.

Acontece que 20 anos depois, ele já era um jornalista consagrado e percebeu que algo estava meio que fora de lugar em sua vida. Foi nesse momento que recebeu uma pauta em que deveria revisitar o mundo de O Senhor dos Anéis, pois o lançamento de O Retorno do Rei estava bem próximo.

"Se um reles Hobbit pode resistir ao mal, por que não você/ Se aquela pessoinha é capaz de entrar e Mordor e destruir o Um Anel nas chamas da Montanha da Perdição, então talvez nós possamos encarar nossos próprios problemas."

Ele visita vários lugares icônicos para Geek nenhum botar defeito, vai a terra natal de Tolkien, participa da convenção de D&D e joga uma partida mestrada por um dos criadores do jogo. O único problema é que não eu consegui terminar de ler o livro, já estou com ele a quase quatro meses e não fluiu. Depois de passar três horas com ele em um avião e ler apenas 50 páginas desisti porque já estava me deixando de bode.

Bom, o desencanto começa porque a cada página ele mergulha mais fundo no mundo dos gamers e eu até tentei jogar RPG uma vez, mas percebi que não levo muito jeito para a coisa. Quanto mais se afunda tentando descobrir se ele pode ser um geek mesmo depois de adulto, mais difícil vai ficando a leitura para quem não se identifica com esse mundo.

Li até a página 155 e não foi um tormento absoluto porque o livro é bem escrito, mas não consegui me prender ao livro e aí fica muito difícil manter a identificação. Enquanto ele falou de Tolkien e da mãe eu estava com ele, mas quando ele passou para a parte do RPG algo se rompeu e apesar de me esforçar e ler várias páginas a mais, não rolou.

Confesso que sofro por abandonar um livro, mas depois de conversar com a Jess eu resolvi deixar de lado e partir para outro que me deixe mais feliz. Eu acho importante deixar claro aqui que essa foi a minha experiência. Se você conhece pelo menos o mínimo de D&D e curte vale a pena tentar porque a chance de se identificar com o livro é grande. Foi sofrido para mim ('sofriii, choreeei largaaaadoo'), mas não significa que vai ser para você.

Se você se animar e gostar conta a experiência aqui nos comentários para os leitores terem um outro ponto de vista!

Ps.: Também escrevo resenhas em um outro blog, se quiser conhecer clique AQUI.



2 comentários:

  1. É triste quando um livro não agrada muito e a gente tem de abandonar... Já aconteceu algumas vezes comigo.
    Até que achei essa capa fofinha mas, vou seguir seu conselho e não vou ler. Acho que sofreria como você.
    Também tentei jogar RPG e percebi que essa não é minha praia
    Beijos
    Balaio de Babados

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    Respostas
    1. Oi Luiza! Se você quiser se arriscar pode ser que valha a pena. Passei para outros livros e estou mais feliz e menos culpada por abandoná-lo Hahahaha
      Beijos!

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