03 fevereiro 2016

Resenha Nacional: O Mago de Camelot - Marcelo Hipólito

De uma infância pobre e sofrida à irresistível ascensão aos salões dos grandes reis; de um começo sem esperanças ao despertar de um poder inigualável, invejado e temido, Merlin, é levado a se tornar o homem mais influente da Idade das Trevas. Confidente supremo do rei Artur e maior conselheiro da corte de Camelot. Misterioso e enigmático. Amado e odiado. Druida, monge e mago.
Na Britânia do Século V da Era Cristã – abandonada pela queda do Império Romano à barbárie dos invasores saxões –, Merlin surge para impor um novo tipo de rei a um povo abatido e desesperado, alterando, para sempre, não apenas o destino dos britânicos, mas de toda a humanidade.
A saga de um homem determinado a erigir uma civilização de paz e justiça numa terra devastada pelo caos e a guerra em uma aventura épica e brutal que equilibra realismo duro com doses amargas de magia. Skoob / Leia um Trecho

Autor: Marcelo Hipólito
Editora: Novo Século (Novos talentos da literatura Brasileira)
Páginas: 152
Nota: 5/5

É claro que todo mundo já ouviu falar do rei Arthur, da Távola Redonda e do mago Merlim, mas a maneira como Marcelo Hipólito apresenta essa história fascinante com um desenrolar tão místico e surpreendente é única. Muitos já vimos essa história pelo ponto de vista do rei, mas aqui vamos conhecer melhor a pessoa responsável pela ascensão de Arthur, Merlim, antes mesmo de ser temido ou mago.

“Entre os druidas, o mago ficaria conhecido como o Renegado. Temido, evitado, detestado. Para os cristãos, seria o Sombrio, um agente do Mal, praticantes das artes ocultas. Odiado, invejado e desprezado.”

O livro é dividido em duas partes, Trevas e Luz. Na primeira conhecemos o Merlim ainda criança, sua infância conturbada e com grandes dificuldades ao lado de uma mãe nada convencional e aproveitadora que explora o menino e seu irmão mais velho Nennius - o único de quem ele tem amor -, além de alimentar grande ódio e rancor pois após o parto complicado de Arthur não conseguiu gerar mais nenhum filho para explorar ajudar nas despesas da casa.

​Após uma situação complicada para os irmãos e com consequências trágicas​, Merlim é escolhido para seguir os caminhos dos druidas e assim inicia a sua jornada para o seu destino adquirindo conhecimento e poder que farão com que ele colecione inimigos, mas também realize a façanha de ascender um rei de uma nova era para a Britânia.


“O futuro não está definido. Ele é fluido, incerto, moldado segundo nossas vontades.”

​A segunda parte ​é voltada para o crescimento de Arthur e o seu reinado, e sua meia-irmã, Morgana. Arthur foi criado pela plebe, mas quando atingiu determinada idade foi ensinado por Merlim - sobre os verdadeiros valores da vida e a realidade de seu povo -​, aquele que seria seu maior conselheiro e amigo.​

Morgana desde de sua infância aguardou o dia em que finalmente poderá se vingar de Merlim, aquele que destruiu a sua família usando um feitiço enganoso que pôs em desgraça a vida de seu pai e o destino de sua mãe. Ela é detentora de um grande dom e irá trabalhar para ampliá-lo para realizar seu desejo. Além de seu ódio pelo mago, ela também abomina o meio-irmão, Arthur, que foi o motivo para o tal feitiço maligno.

“Morgana, reservada e paciente, saboreava o definhar de Uther, cultivando sonhos de retribuição também contra Merlin, cuja magia conduzira seus pais a danação e lhe dera um irmão odiado e ignóbil.”

​Guerra. Magia. Traição. Vingança. ​O livro é bem pequeno em número de página, mas consegue ser grande nos relatos e informações​, mesmo sem se aprofundar​. A leitura é ​dinâmica e instigante.​ Adorei conhecer esse ponto de vista e um pouco mais sobre os druidas e a sua influência na históri a que conhecemos.

Book Trailer:

Quotes:
“Segunda a lenda, Avalon, a Ilha das Maçãs, oculta sob a proteção de um manto eterno de névoa fria e espessa, era a fonte do poder dos druidas e o coração da Natureza.”
“De fato, a natureza consagrava a alma de cada druidas a um de seus elementos. Merlin descubra-se um servo do Fogo e de sua maior divindade, o Dragão.”
“[...] Os druidas compreendia os meandros da política como indissociáveis dos caminhos da religião, mantendo uma estrita vigilância sobre os líderes do reino.”
“Merlin ocultou sua magia, fingindo conversão à cruz com o único propósito de aprender os mistérios da fé de Roma, escondidos sob o véu do enigmático latim. Somente então se tornaria capaz de mesclar os segredos de ambas as religiões, a velha e a nova, erigindo um poder jamais detido por druida ou bispo, forjado para a consecução dos desígnios de sua profecia.”
“[...] Merlin jurara libertar a mente e o espírito humanos do jugo da religião. Nem druida, nem monge. Agora chamava a si mesmo de mago.”
“Você é o percursor do fim dos druidas.”





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