17 março 2016

Mania em Série: Sense 8

Título: Sense 8
Direção: Andy Wachowski, Lana Wachowski e J. Michael
Straczynski.
Estreia: 05 de junho de 2015.
Ano de Produção: 2015
Emissora: Netflix
Gênero: Ficção Dramática
Elenco Principal: Aml Ameen, Doona Bae, Jamie Clayton, Tina Desai, Tuppence Middleton, Max Riemelt, Miguel Ángel Silvestre, Brian J. Smith, Freema Agyeman, Alfonso Herrera.

Sinopse: Após um evento peculiar, oito pessoas que não se conhecem ficam interligadas mentalmente e precisam lidar com os perigos de suas novas vidas. Um disparo. Uma morte. Um instante no tempo em que oito mentes em seis continentes são interligadas para sempre. Oito pessoas vivem suas vidas, segredos e ameaças como uma. São pessoas comuns, renascidas com um mesmo inimigo e destino.

Essa série virou uma febre nos últimos meses, todo mundo ficou enlouquecido por conta da forma como a trama foi escrita e pelo fato de conectar oito pessoas de diferentes países/continentes de forma tão visceral. De fato a série é bem interessante, mas ao contrário de muitos, não acho que seja a melhor série dos últimos tempos, não consegui encontrar uma que desbanque House of Cards do Top 1 do meu coração.

O que pesou para mim foram algumas coisas sem sentido no meio da trama e alguns exageros, que me pareceram desnecessários, ainda assim acho que a série é boa. Vale a pena assistir e conhecer cada um dos personagens que se apresentam ao longo da trama. Você vai conhecer Will Gorski (Chicago), Riley Blue (Londres), Capheus "Van Damme" (Nairóbi), Sun Bak (Seul), Lito Rodriguez (Cidade do México), Kala Dandekar (Mumbai), Wolfgang Bogdanow (Berlim) e Nomi Marks (São Francisco).

Nenhum deles se conhece, mas de repente todos passam a compartilhar experiências e sentimentos por conta de uma coisa que acontece no primeiro episódio da trama. Aos que assistirem ao primeiro episódio já deixo o aviso de que nada vai fazer muito sentido, mas é preciso muita atenção para entender o que ainda vai acontecer nos demais pedaços. Eu não vou dar muitos detalhes da história porque acho que estraga a surpresa de ir descobrindo cada coisinha a cada trecho visto. Mas acho que alguns pontos merecem destaque:

1. Homossexualismo
Não sou a rainha das séries (estou tentando melhorar isso, juro!), mas eu nunca tinha visto nenhuma que trate a homossexualidade com tanta naturalidade. A vontade de trabalhar o assunto é tanta que dois personagens principais são homossexuais: Nomi é uma transexual que vive com uma mulher e Lito é um ator que tenta esconder do mundo sua natureza.

Acho que de todos os personagens o Lito é o mais fraco, por pesarem a mão nos diálogos dele justamente porque ele é o alívio cômico da série, mesmo com esse sentimento vale a pena acompanhar as descobertas e viradas dele ao longo da temporada. A Nomi é diferente, ela sabe muito bem quem é e não tem o menor problema com isso, sofre por não ser aceita pela família, mas não se deixa podar por isso. Em um mundo ainda tão cheio de intolerâncias é um alívio ver esse tema ser trabalhado assim tão abertamente. Ponto para a série!

2. Sexo
Tudo o que eles arrasam no tema anterior, eles exageram aqui. Eles exploram muitas cenas de sexo o que me fez ter a impressão de que algumas delas eram descartáveis por não acrescentar nada a história do episódio. Eles simplesmente jogaram a cena lá e no final das contas ela não significava nada do contexto da história. Uma exceção para a cena da Suruba super comentada por todo mundo, ela faz sentido dentro da trama, mas eles esqueceram uma coisa básica: o Hernando não devia interagir com os demais personagens, já que ele não é um sensate (denominação dos que conseguem se comunicar "telepaticamente")... Mas tudo bem, vida que segue.

3. Delicadeza 
Uma cena merece destaque, uma das personagens principais está triste e resolve ouvir uma música, todos os demais passam a ouvir e cantar a mesma música. Parece simples, mas o resultado é lindo. Mais um ponto para a série, acho até que essa é a minha cena preferida em toda a temporada.


A primeira temporada está inteira no Netflix e a segunda já está sendo gravada e tem previsão de lançamento para junho desse ano. Acho que vou continuar assistindo porque, apesar de algumas pessoas acharem que a primeira temporada teve um desfecho que determinaria o fim da série, eu acho que ainda há muito o que conhecermos sobre a organização que quer acabar com os sensates. O Mr. Whispers (Terrence Mann) é uma sombra que permeia toda a série e muito pouco se sabe sobre ele, até mesmo as explicações feitas são poucas para entender tudo o que ele representa.


Além disso, precisamos saber onde exatamente Jonas (Naveen Andrews) e Angélica (Daryl Hannah) se encaixam em toda a história, já que isso não ficou extremamente claro nos doze episódios da primeira temporada. Ah! Acabei de lembrar que falei sobre o Hernando ali em cima e gostaria de parabenizar o Alfonso Herrera pela atuação no seriado, ele conseguiu transmitir toda a delicadeza e sentimentalismo do personagem sem fazer com que ele pareça ser um gay extremamente afetado. Nem de longe lembra Miguel, que o consagrou em RBD.

Para mim, a série tem altos e baixos, mas ainda assim é bem boa e vale a pena conhecer. Espero que quem ainda não tenha assistido se anime! Ainda vai demorar um pouco para estrear a segunda temporada, mas você pode ver o trailler da temporada anterior e os perfis de cada um dos sensates no youtube :)

Trailer:

Perfis:



Vejam os demais perfis e me digam aqui nos comentários o que acharam caso ainda não tenham assistido e se já viram, contem as impressões de vocês sobre a série.

Beijos!

Ps.:Também escrevo resenhas e matérias em outro blog literário, o Ponto para Ler, se quiser conhecer é só clicar AQUI.




Um comentário:

  1. Oi Ana
    Eu tô super curiosa p ver essa série mas ainda n encontrei tempo
    =(
    Ouço falar mt bem!

    Adorei a resenha, mt boa!

    Bjoooos
    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Obrigada pelo seu comentário. Volte Sempre!



ilustração por Lanillu | desenvolvido por Sete Coisas | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - COPYRIGHT © 2014