28 março 2016

Resenha: Proibido - Tabitha Suzuma

Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa? Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade. Skoob / Orelha de Livro

Autora: Tabitha Suzuma
Editora: Valentina
Páginas: 304
Nota: 3,5/5

Proibido aborda um tema polêmico e boa parte da minha motivação para lê-lo foi saber como a autora conseguiu desenvolvê-lo e conquistar tantos fãs. Lochan e Maya carregam o peso de cuidar de uma família, com 16 e 17 anos respectivamente, eles estudam e ainda têm que cuidar de três crianças. Com tanta responsabilidade assim tiveram que amadurecer muito rápido. Ambos são irmão e irmã, mas nesse quadro de família desestruturada assumem o papel de pais de família.

O pai deixou a família quando eles ainda eram crianças, a mãe vem os abandonando aos poucos passando cada vez mais tempo fora de casa para curtir festas e ficar com o namorado. Então Lochan e Maya cuidam para que os irmão comam, durmam, façam a lição de casa, brinquem...

Lochan tem um grave problema com sua timidez excessiva. Não consegue se relacionar com ninguém fora da sua família. Maya é a sua única e melhor amiga e ele vai descobrir que ela é também mais que isso. Ela é doce, gentil e tem o dom de mediar as situações quando as coisas se complicam em casa. Eles só podem contar com eles mesmos para suportarem as dificuldades, o peso das responsabilidades e manter o segredo de como vivem para que não sejam separados de seus irmãos.

Em determinado momento Lochan e Maya percebem que os sentimentos que têm um pelo outro vai além do amor fraternal de irmãos e tentam resistir - é errado e ilegal - e esconder seu amor dos julgamentos alheios e convenções sociais. A situação vai ficando cada vez mais difícil por saber que são correspondidos e quererem ficar juntos.

Como um amor tão puro pode ser tão errado? Como resistir a esse sentimento e conviver diariamente com ele? E se eles nasceram na mesma família por infelicidade do destino? 

De modo geral o livro é bastante interessante, mas achei o final um pouco corrido e senti que faltava algo que não sei dizer o que é. Eu particularmente ainda não sei o que pensar sobre o assunto, mas o livro deixa algo para se refletir: será que todo tipo de amor é válido?

Quotes:
"Eu me sinto como ... se os olhares das pessoas me queimasse. Como se não restasse ar no meu corpo. Aí me dá aquela tremedeira ridícula, meu coração palpita, e as palavras... simplesmente desaparecem."
"O sentimento estava lá havia anos, se aproximando da superfície a cada dia; era apenas um questão de tempo até romper nossa frágil teia de negação, nos obrigando a enfrentar a verdade e reconhecer quem somos: duas pessoas que se amam - um amor que ninguém mais poderia compreender."
"Não há leis nem limites para sentimentos."




Um comentário:

  1. Caramba, eu nunca iria imaginar que esse livro abordava um tema tão polêmico, nem sei o que pensar, agora eu quero ler, mesmo com os contras, fiquei curiosa para saber como a autora conseguiu levar isso, deve ser bem interessante!

    Adorei sua resenha!

    Hey! Da uma passadinha lá no blog, ele está de cara nova >>>Andy Lima<<<

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