22 novembro 2016

Resenha: Pensei que fosse verdade - Huntley Fitzpatrick

Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é. Skoob | Comprar: Amazon | Submarino | Saraiva | Americanas

Autora: Huntley Fitzpatrick
Editora: Valentina
Páginas: 336
Notas: 4/5

Outro livro da autora:
Minha Vida Mora ao Lado

Huntley Fitzpatrick é a mesma autora de Minha Vida Mora ao Lado, um livro que me conquistou completamente e quando vi que a Editora Valentina ia lançar mais um livro da autora fiquei bastante ansiosa. De modo geral eu gostei do livro e a história é muito boa quando você quer uma leitura mais leve, mas fiquei esperando um livro como Minha Vida Mora ao Lado e esse foi o meu maior problema. Expectativas. Todo mundo sabe que não devemos colocar expectativas demasiadas para não quebrar a cara, porém muitas vezes isso acaba acontecendo e sinto que fiquei muito chateada com isso. Tanto que demorei a conseguir interagir com a história, mas quando fiz isso pude aproveitar a obra e entender que histórias são diferentes e que Pensei que fosse verdade é uma história sobre escolhas.

A história de Pensei que fosse Verdade acontece na mesma cidade de Minha vida mora ao lado, mas Gwen vive na ilha de Seashell, que fica um pouco afastada da cidade, e quer mais que tudo ir embora de lá. Durante o verão algo aconteceu com Cassidy Somers, mais conhecido com Cass, e nossa protagonista só quer esquecer o passado e isso é mais um motivo para ela querer sair da cidade. Mas as coisas, ás vezes, não são do jeito que a gente quer, não é mesmo? Cass acaba aceitando um emprego de faz-tudo na ilha e vai ficar muito próximo de Gwen.

Gwen é filha de pais divorciados, sua mãe é faxineira nas casas dos veranistas da ilha e seu pai é dono do restaurante Castle’s. Ela mora com sua mãe, seu avô materno, seu primo Nic e seu irmão Emory, que demanda cuidados especiais. Já Cass é um garoto rico da cidade, faz parte do grupo dos populares do Colégio Stony Bay, é nadador do time da escola e precisa trabalhar no verão para compensar seus erros no passado.

Gwen é uma típica garota com seus problemas adolescentes, precisa decidir o que quer ser e as escolhas que tem que fazer para seu futuro. Mas Gwen e sua família são pessoas trabalhadoras que fazem de tudo para conseguir sustentar a casa. Ela pode ter seus dilemas, mas todo mundo tem, a protagonista luta e não é cheia de frescura e é um dos pontos que mais me marcaram na história. Ela é real, com uma personalidade marcante, decidida e cheia de defeitos como a gente, mas não é uma garota mimada, é exatamente o contrário. Gwen é forte e lutadora, mas também lida com insegurança e medo do que está por vir. Mas acima de tudo ela é uma garota que está descobrindo sobre a vida, sobre o primeiro amor, sobre o que deseja para si; então vamos acompanhar isso ao longo da narrativa.

"Que o fato de você sempre ter tido uma coisa não quer dizer que sempre vai tê-la. Que o que você sempre quis nem sempre é o que vai querer."

Por mais que as descrições acima sobre Cass seja aquele típico estereótipo de bad boy sinto dizer que ele não é. É um garoto fofo, doce, muito inteligente e que está lutando para conseguir consertar seus erros. Gwen e Cass vão lidar com a questão do status social, mal entendidos, corações feridos e insegurança sobre o que fazer. Outros personagens também tem seus dilemas paralelos que vão sendo desenvolvidos ao longo da trama.

Pensei que fosse verdade é um livro muito bom, mas como disse lá no primeiro parágrafo eu demorei para conseguir me conectar com a história porque estava esperando um livro como o anterior da autora, mas não é assim e meu erro foi querer desesperadamente uma história como a de Samantha Reed (protagonista do livro Minha Vida Mora ao Lado). Cada livro tem sua história e quando eu percebi que a trama de Gwen é igualmente importante, mesmo que lide com dilemas mais leves, que os de Samantha eu finalmente pude aproveitar a narrativa.

A capa é fofinha, a diagramação é básica com uma letra boa para leitura e não encontrei erros de revisão. A escrita da autora é divertida e com bastante detalhes, tanto que pude visualizar a ilha de Seashell com clareza e encantamento. Pensei que fosse verdade é uma leitura que vale a pena sim, para aproveitar uma tarde ou quando desejar ler uma história leve e divertida, com personagens e dilemas reais.

Quotes:
"Dividida entre a vontade de dar um soco nele e apenas rir, reviro os olhos em direção aos Céus. Detesto o jeito como ele joga charme - por saber muito bem como é eficiente."
"Deixe que as histórias dos outros sejam contadas por eles mesmos."

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2 comentários:

  1. Olá Jéssica, gostei muito da sua resenha, o livro "Pensei que fosse verdade", apesar de não ser o meu tipo de leitura, parece ser interessante. Não conheço a autora, mas a Editora Valentina sabe como escolher os livros que irão publicar.

    Espero passar aqui mais vezes para ler suas resenhas :)
    http://momentoliterario1.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. É uma história boa e vale a pena, mas meu preferido da autora é Minha vida mora ao lado. Bjs!

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