08 julho 2017

Resenha: Onze Leis a Cumprir Na Hora de Seduzir - Sarah MacLean

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão. Skoob | Comprar: Amazon | Submarino | Saraiva | Americanas

Autora: Sarah MacLean
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Nota: 4/5

Onze leis a cumprir na hora de seduzir é o terceiro e último volume da trilogia Os Números do Amor, cuja história será de Juliana Fiori, meia-irmã dos gêmeos Gabriel e Nicholas St. John, protagonistas dos livros anteriores. Novamente Sarah MacLean nos presenteia com uma trama cercada de alegria e tão contagiante como só essa autora é capaz de fazer.

Juliana é uma força da natureza e uma personagem cativante que já tinha me conquistado lá no primeiro volume da trilogia. Ousada e impulsiva para a aristocracia de Londres, Juliana tenta se encaixar nessa sociedade por causa de sua família, mas não é nem um pouco fã do povo londrino, ela é autêntica e gosta de ser quem ela é e, muitas vezes, acaba se envolvendo em alguns pequenos escândalos. 

Simon Pearson, duque de Leighton, é rude e conhecido por defender seu título e sua reputação. Segue as regras sociais de forma impecável e fiquei muito satisfeita quando descobrir que ele seria o protagonista desse volume pois queria vê-lo quebrar um pouco do gelo.

A química entre Juliana e o duque de Leighton é latente e as cenas são hilárias e apaixonantes. Tem muito clichê e cenas amorzinho, mas também mostra o poder da família: de um lado temos a família de Leighton que é extremamente fria e o criou apenas para seguir a tradição; do outro a família St. John que, apesar de todas as turbulências, é amorosa e espirituosa.

Foi muito bom rever alguns personagens queridos, como Calpúrnia e Gabriel que tiveram bastante participação nessa história, pois Juliana reside com eles. Já Nicholas e Isabel apareceram um pouco menos e foi bom saber como eles estão, pois Nick ter uma relação de amizade com Leighton, diferente de Gabriel, que o detesta.

Juliana é italiana e tem parentesco com St. John pelo lado materno. Como já sabemos, desde o primeiro volume, a mãe fugiu dos dois maridos que teve na vida. Primeiramente os pais dos gêmeos em Londres, depois novamente com o pai de Juliana na Itália. Por isso, a família carrega uma fama não muito boa na sociedade Londrina, infelizmente quem leva o peso disso é Juliana. A sociedade aceita os gêmeos, mesmo com um olhar torto aqui ou acolá, mas a Juliana sofre por causa de seu nascimento e também por ser mulher, então acaba ouvindo alguns comentários de fofoqueiras nada agradáveis e não é considerada um bom partido para um casamento. Ela é forte e não se deixa abater tão fácil com isso, mas eu sempre queria protegê-la desse povo mesquinho. Ainda bem que na história tinham pessoas amigas e leais, que sempre ficaram ao lado dela.

O desenvolvimento dos personagens foi algo gradual e do modo correto, onde foi bom acompanhar o amadurecimento de alguns personagens e saber também o que aconteceu com outros que tinham aparecidos em livros anteriores. Claro que também foi bom acompanhar as cenas divertidas e hilárias que Juliana promovia. A capa do livro é linda, a diagramação é básica com uma letra agradável para leitura e não encontrei erros de tradução.

Quote:
"[...] Acredito, sim, que você é livre para fazer o que quiser. Você não é um deus ou um rei, mas apenas um homem, só carne e osso como o resto de nós."

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