Resenha: Mais Lindo que a Lua - Julia Quinn


Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.
Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?
Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas? Skoob | Comprar: AmazonAmericanas | Submarino

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Nota: 3/5


Novamente Julia Quinn retorna com um romance de época, Mais lindo que a lua é o primeiro livro da duologia Irmãs Lyndon.

Victoria Lyndon, filha do vigário, e Robert Kemble, conde de Macclesfield, se apaixonam à primeira vista. É um amor jovem, intenso, cheio de paixão e planos; mas os pais de ambos não são a favor desse relacionamento e, após uma tentativa de fuga mal sucedida, a relação acaba da pior maneira possível.

A relação deles nunca foi bem-vinda entre as famílias: o pai de Victoria acredita que o conde quer apenas enganar e seduzir a filha, já o pai de Robert acredita que a filha do vigário quer apenas a riqueza do filho. Então quando tudo acaba todos acreditam que foi o melhor.

Sete anos depois, Victoria acaba encontrando Robert por acaso e a chama entre eles ainda existe, mas carregada de diversas mágoas e sofrimento. Após o término Robert perdeu a esperança no amor e tornou-se um homem frio e libertino. Victoria agora é uma preceptora e não acredita mais em contos de fadas, se apaixonou perdidamente aos 17 anos e depois desse tempo nunca mais teve interesse em nenhum outro homem.

"Já se passaram sete anos, Robert. Sou uma pessoa diferente agora."

Eu até pensava, lá no começo do livro, que as atitudes do Robert eram por conta da raiva e tristeza por tudo que aconteceu, mas ao longo da leitura fiquei com muita raiva dele. Suas atitudes e comportamento não me agradaram nenhum pouco. Dessa vez o mocinho de Quinn não me convenceu (saudades homens Bridgertons) e não senti nenhum apreço por ele.

Eu não acredito em amor à primeira vista, acredito que uma relação vai ser construindo aos poucos e o amor vai florescendo dali. Porém não tenho nenhum problema em ler histórias assim e quando a trama é bem amarrada acho bem divertido. A história teve algumas reviravoltas que me deixaram surpresa, então era um romance que tinha tudo para ser doce e agridoce, mas Robert estragou e a salvação da história ficou por conta de Victoria e eu torci muito por sua felicidade. Ela é corajosa, inteligente e sensata, e fez com que eu terminasse a leitura por ela.

A escrita da Quinn é romântica e divertida - sim, o livro teve algumas cenas bem engraçadas -, mas não o suficiente para gostar de Robert. Pretendo ler a próxima história e torço para o mocinho ser bem diferente. 

"A vida não se trata de arrastar-se para baixo de uma pedra e ver o mundo passar, esperando que nada nos afete. [...] A vida é sobre se arriscar, sobre tentar alcançar a lua."

0 comentários:

Deixe seu comentário

Obrigada pelo seu comentário. Volte Sempre!