Mania em série: As Telefonistas (Las chicas del cable)



Título Original: Las chicas del cable
Título Traduzido: s Telefonistas
Criadores:  Gema R. Neira, Ramón Campos, Teresa Fernández-Valdés,
Estreia: 28 de abril de 2017
Emissora: Netflix
Gênero: Drama, Romance
Elenco Principal: Blanca Suárez, Yon González, Maggie Civantos, Ana Fernández Garcia, Nadia de Santiago
Nota: 4.5/5 FAVORITO


"Em 1928, as mulheres eram vistas como acessórios para se exibir... Objetos incapazes de expressar opiniões ou tomar decisões. A vida não era fácil para ninguém, mas ainda menos para as mulheres. Se você fosse mulher em 1928 a liberdade lhe pareceria uma meta inatingível. Para a sociedade éramos apenas esposas e mães. Não tínhamos direito a ter sonhos e ambições."

E é assim que Alba começa a nos contar a história de "Las chicas del cable" ou "As Telefonistas" que vai nos apresentar a quatro mulheres completamente diferentes, mas todas em buscar de liberdade. Elas vão trabalhar como telefonistas, que é uma nova profissão que surge na época que dá a oportunidade de mulheres poderem entrar no mercado de trabalho.


Carlota é rica e filha de militar, mas ela quer ser mais que isso. Ela quer liberdade para viver, para amar, ter a própria carreira e dinheiro, mas para isso ela vai ter que enfrentar a família a todo momento porque para eles é uma vergonha uma jovem da classe de Carlota se sujeitar a um trabalho e ganhar salário. Eles não entendem o que mais ela poderia querer sendo que sempre teve luxo em sua vida. Mas Carlota não é mimada e a sua determinação vai te dar toda a coragem que ela precisa para lutar pelos seus sonhos. 

Alba é uma mulher muito esperta e inteligente que teve que se virar desde cedo para sobreviver do jeito que pode e nem sempre da forma mais correta. No começo da série a vemos tentar fugir com uma amiga para seguirem o sonho de poder recomeçar suas vidas em outro país, mas ela acaba perdendo essa amiga e sendo presa. Agora, para ter sua liberdade, ela vai ter que ceder as chantagens do seu algoz e trabalhar para ele, então ela assume a identidade de Lidia para cumprir esse objetivo, mas executando esse serviço ela acabará confrontando seu passado e tendo seu disfarce comprometido.


Marga é uma moça ingênua do interior que chega a Madri com a esperança de conseguir o emprego de telefonista e poder mudar sua vida para melhor e nisso ela conta com o apoio incondicional e incentivo de sua avó que não quer que ela fique para sempre no lugar de onde veio. Para Marga essa adaptação a cidade grande será penosa a princípio e ela passará por maus bocados, mas é vivendo essa nova realidade que ela vai aprender mais sobre ela mesma e sobre a sua real personalidade.

Ángeles é esposa e mãe exemplar que sempre colocou a sua família em primeiro lugar. Começou a trabalhar como telefonista como forma de ajudar em casa, já que o salário do seu marido sozinho não seria suficiente para manter a família e foi trabalhando que ela encontrou uma nova paixão descobrindo que pode ser mais que apenas mãe e esposa. Seu marido também está prestes a ser promovido e o acordo entre eles é de que quando isso acontecesse ela deixaria de trabalhar, mas ela é a melhor telefonista e também está prestes a conseguir uma promoção e não quer deixar seu emprego. Ángeles vai sentir na pele todas as consequências do machismo para mulheres na situação dela que querem mais do que seus maridos lhes permitem.


Essas quatro mulheres vão se unir em dado momento e perceber que independente de suas lutas, elas não estão sozinhas e elas podem ter o apoio e a força umas das outras para seguirem com seus objetivos. Eu amei a série. Ela é bem curtinha e tem duas temporadas com oito episódios cada prontinhos para serem maratonados. Confesso que por diversas vezes deixei a série passar despercebida achando que seria boba, mas a trama toda me surpreendeu e foi um máximo ver a evolução de cada uma dessas mulheres incríveis e temas super atuais sendo debatidos desde aquela época.


A série aborda machismo, feminismo, aborto, violência contra a mulher, liberdade sexual, homossexualismo, homofobia, avanço da comunicação, espionagem internacional e muito mais. Acho que umas das principais coisas que a série nos mostra é que essa luta por igualdade é antiga e que mesmo depois de tanto tempo não mudamos tudo e que é uma luta contínua. Só tem uma coisa que eu não gostei na série que são as músicas que acho que não combinam com o tempo em que a mesma se passa. A terceira temporada já foi anunciada e estou ansiosíssima para ver como a história vai continuar.



0 comentários:

Deixe seu comentário

Obrigada pelo seu comentário. Volte Sempre!