Dica de Leitura: Perdão Mortal (A história de Ismae) - Robin LaFevers




Título Traduzido: Perdão Mortal (A história de Ismae)
ISBN: 9788576839132
Editora: V&R (Plataforma21)
Ano: 2016
Páginas: 414
Nota: 4.5/5
Sinopse: Aos dezessete anos, tudo o que Ismae Rienne conhecia era pobreza e homens abusivos: garotos que a atacavam com pedras, um pai violento e um pretendente repulsivo, que a comprou por três moedas de prata. Até que ela é levada para o convento de Saint Mortain, o misterioso Deus da Morte.
Lá ela é treinada para se tornar uma habilidosa assassina e descobre que foi abençoada com perigosos dons pelo próprio Mortain. Para provar que merece o título de filha da Morte, Ismae parte em uma importante missão envolvendo a segurança da duquesa da Bretanha e o aniquilamento de seu traidor.
Mas, ser uma serva da Morte pode não ser exatamente o que as freiras tinham ensinado no convento. Ismae vai aprender que a independência é conquistada com duras consequências, e que o destino de um país inteiro – e do único homem que ela seria capaz de amar – estão em suas mãos.
Estabelecida na França medieval, misturando fantasia com ricos detalhes históricos em estilo “Game of Thrones”, Perdão mortal é o primeiro livro do “Clã das Freiras assassinas”, uma trilogia sofisticada, sombria e emocionante. Skoob | Comprar: Amazon

Bretanha, 1485. A França está prestes a dominar e uma guerra está por vir. Antes do Duque Francisco II falecer prometeu a mão da sua filha legítima mais velha, Anne, de apenas doze anos a vários possíveis aliados e agora que ele faleceu deixando essa enorme responsabilidade para sua filha vários desses pretendentes querem o cumprimento da promessa feita pelo duque e Anne terá que lidar com eles, as investidas da França, traidores e espiões. 

Ismae nunca conheceu um homem bom. Garotos lhe atiravam pedras nas ruas acusando-a de ser uma bruxa, seu pai a maltratava frequentemente desde a infância e o homem para quem ele a vendeu por apenas três moedas de prata também não era melhor. Espancada e trancafiada por seu marido, sem ter consumado casamento graças a uma enorme cicatriz que carrega em seu corpo desde o dia em que nasceu, um sinal bem evidente de que ela é filha da morte, Ismae não tem esperanças de nada bom em sua vida. Mas quando ela é resgata e enviada para o convento de Saint Mortain sua vida começa a enfim ter sentido.

"Eu tinha uma grande mancha vermelha que ia do ombro esquerdo até o quadril direito, uma trilha deixada pelo veneno que minha mãe usou para tentar me expelir de seu útero. Segundo a curandeira, não foi milagre eu ter sobrevivido, mas um sinal de que tinha sido gerada pelo próprio Deus da Morte." 

Ismae passa por um teste mortal e tem a comprovação incontestável de que o que as pessoas temiam e a acusavam todos esses anos era verdade. Ela é filha da morte e junto com suas recém descobertas irmãs vai aprender mais sobre os seus dons e treinar muito para adquirir habilidades diferentes para que possa enfim servir ao propósito de seu Deus.

"Se decidir ficar, você será treinada em Suas artes. Vai aprender mais maneiras de matar um homem do que imaginou ser possível. Vamos treiná-la a ser furtiva e astuta e desenvolver todo tipo de habilidade que assegure que nenhum homem jamais volte a ser uma ameaça para você." 

Após anos treinando suas novas habilidades, Ismae finalmente tem a chance de pô-las em prática e começa a fazer pequenas missões a mando do convento em nome de Saint Mortain, mas a vida da nova duquesa está correndo perigo e as pessoas mais próximas a ela podem ser os seus maiores traidores. Com a Bretanha em risco, os propósitos do reino e dos deuses se entrelaçam e Ismae será enviada para a corte para servir como espiã e proteger a vida da duquesa, lá ela vai começar a descobrir outros e entender melhor seus próprios dons e tomar decisões baseadas em seus próprios instintos avaliando se deve ou não obedecer cegamente as ordens que recebe.

"Tudo o que sei sobre os santos e os deuses antigos – prosseguiu ele – é que eles e a Bretanha são um. Qualquer coisa que sirva ao nosso reino e, por consequência, à nossa luta para permanecer independentes da França é no serviço deles." 

O primeiro motivo para eu querer ler este livro foi o nome da série. Quando eu li "Clã das freiras assassinas" só consegui pensar que eu queria ler mesmo sem saber exatamente o que esperar e não me decepcionei. Me deparei com um livro que mescla intrigas, traição, conspiração, fatos históricos, mitologia, aventura, um pouco de romance, auto-descoberta e empoderamento feminino. Juntando tudo isso foi a receita perfeita para me prender em cada página e querer arrumar minhas malas e partir para a Bretanha. 

O livro tem uma relação de personagens que explica quem é quem no círculo que envolve o começo da trama da protagonista, no convento de Saint Mortain e na corte. Mas confesso que quase não usei. Apesar de ter vários elementos a trama é bem simples e fácil de entender e acompanhar. Perdão Mortal é o primeiro volume da trilogia "O Clã das Freiras Assassinas", seguido de "Divina Vingança" e "Amor Letal". Nesse primeiro já conhecemos as próximas protagonistas da série e imagino que a história principal que não terminou em "Perdão Mortal" continuará sendo contada pelo ponto de vista das outras em seus respectivos livros. Só posso dizer que estou ansiosa para continuar essa aventura e que recomendo muito!!!!!!!!!

Quotes:
"Nós realizamos o desejo de Mortain quando Ele quer alterar a trama do tecido da vida por algum propósito."
"Boas intenções são apenas mentiras que os fracos contam para si mesmos."
"Quem convive com assassinos deve assumir o risco de ficar na ponta de uma faca de vez em quando."
"Embora eu fosse a filha da Morte e caminhasse em Suas sombras escuras, às vezes as trevas podiam ceder espaço para a luz."

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