Resenha: Até você ser minha - Samantha Hayes


A assistente social Claudia Morgan-Brown está prestes a realizar o sonho de sua vida: vai dar à luz uma menininha. Apesar da ausência do marido ao longo da gravidez - James é oficial da Marinha e fica semanas e até meses longe de casa -, ela mal pode esperar para segurar seu bebê nos braços após várias tentativas e perdas. A próxima partida de James se aproxima, e eles decidem contratar uma babá: Zoe Harper.
Claudia logo percebe que Zoe tem outros motivos para se aproximar da família. As suspeitas de Claudia se transformam em verdadeiro terror quando começa a ocorrer uma série de ataques brutais a mulheres grávidas na cidade. Imersos em problemas familiares, os investigadores Lorraine Fisher e Adam Scott são forçados a deixar questões pessoais de lado e correr contra o tempo para encontrar o assassino antes que ele cometa mais um crime. Com uma narrativa repleta de reviravoltas, Até você ser minha traz os desejos humanos mais intensos e mostra quão longe alguém pode chegar para conseguir o que quer. Skoob | Comprar: Amazon

Autora: Samantha Hayes
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Nota: 3,5/5

Não deixe o nome desse livro te enganar. Ouvindo ou lendo "Até você ser minha" acho que a primeira coisa que pode vir a cabeça é algum romance, mas este não está presente nessa história intrigante e instigante de Samantha Hayes. 

O maior sonho da vida de Claudia é ser mãe. Casada com o militar James ela o ajudou a criar seus filhos gêmeos frutos do casamento passado. Agora que ela finalmente está perto de dar a luz ao seu primeiro filho e ainda tendo que cuidar dos gêmeos, já que o James fica a maior parte do tempo fora em serviço no submarino, ela vai precisar de ajuda para cuidar das duas crianças pequenas e um recém-nascido, então o casal resolve contratar uma babá.

Feita as entrevistas, Zoe parece ser a melhor candidata. Apesar de jovem, ela têm experiência e usa de um método bem recomendado para cuidar de crianças, mas parece que existe algo mais que Zoe não está contando. James não desconfia de nada e acredita que fizeram a melhor escolha, mas Claudia fica com o pé atrás. Ninguém pode ser tão perfeita assim.

Claudia é assistente social e alguns dos casos que acompanha acabam virando assunto policial. Alguém está assassinando brutalmente gestantes e arrancando os bebês de dentro de seus ventres. O perigo pode estar mais perto do que se imagina e Claudia pode ser a próxima vítima.

Nós vamos acompanhar o desenrolar desse thriller psicológico seguindo três narrativas: a de Claudia, a de Zoe e a da policial, Lorraine. Das três narrativas a que menos gostei foi a da Lorraine, além da parte policial e da investigação do caso também veremos sobre a sua vida pessoal, seu casamento que está desmoronando e os problemas com a filha adolescente. Confesso que ficava um pouco ansiosa querendo que essa parte passasse logo porque eu estava mais interessada em saber dos crimes e quem poderia ser o culpado e não estava entendendo bem o que a vida dela tinha a ver o desenvolvimento do livro, mas em dado momento a vidas de todos esses personagens se cruzam e tudo faz sentido.

O final do livro foi de tirar o fôlego e eu não consegui adivinhar mesmo com as pequenas pistas camufladas deixadas nos capítulos pela autora. Fiquei de queixo caído e foi assim que a autora me conquistou, me enganando...rsrsrs. Este foi o primeiro livro que li dela e mal posso esperar para ler outros. Samantha Hayes nos dá um vislumbre da mente doentia do criminoso e nos joga nesse mistério de um jeito que você não sossega até descobrir o final e quando ele chega ... caramba! Super recomendado para amantes do gênero.


Quotes:
“Eu sempre quis ter um bebê, mesmo quando era pequena e não sabia de onde eles vinham. Tem sido uma dor contínua, bem no fundo da minha alma, desde que consigo me lembrar – uma doença, um desejo maligno rastejando pelo meu corpo, serpenteando em torno das veias retorcendo-se ao londo de bilhões de caminhos nervosos, envolvendo o cérebro numa vontade enevoada de hormônios. Tudo o que eu queria era ser mãe.”
“-Estou com medo, mamãe – diz ele, soltando o casaco de James e apertando minha mão. Aquela sombra parece a pessoa malvada que estava no meu quarto ontem. Ergo o olhar para James exatamente no mesmo instante que os olhos de Oscar se arregalam até parecerem dois pires. Não sei se é espantoso que ele tenha me chamado de “mamãe” ou completamente perturbador que tenha afirmado que alguém esteve em seu quarto na noite passada.”
“Na pia, havia um martelo e uma faca de cozinha. A faca fazia parte de um conjunto da cozinha do apartamento. Ambos estavam ensanguentados. A torneira da banheira pingava a cada dois segundos, formando um visível rio branco numa das extremidades da banheira de plástico suja de sangue. A mulher deitada nela estava seminua. A tampa permanecia no ralo. O bebê estava azul e se vida, e a delicada pele, manchada. Machucados com a forma de dedos decoravam seus ombros, do momento, ela supôs, em que aquilo fora puxado do ventre.”

1 comentários:

  1. Oi!
    Li esse livro faz um tempo e me lembro que dei três estrelas, porque achei o meio da história bastante arrastado e a personagem Lorraine tinha me irritado muito.
    Gostei do final, mas não me convenceu a ler os próximos livros da série, se eles forem traduzidos.
    Beijo,
    Luiza.

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